Balanço final das Olimpíadas de Pequim 2008

Com o fim dos jogos olímpicos de Pequim, a exemplo de repartições públicas em fim de ano, é chegada a hora dos balanços. Embora o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Roger, tenha se recusado a declarar, essa foi, sem sombra de dúvidas, a maior Olimpíada de todos os tempos, e, dificilmente, será superada nas edições mais próximas. A maior e melhor, por toda a grandiosidade nas estruturas esportivas, pela importância estratégica do país-sede, pela quantidade de recordes quebrados e pela consolidação de diversas categorias. Se inicialmente os críticos consideraram exagero e oneroso os quase US$ 50 bilhões investidos, agora, ficarão perplexos diante da cifra de US$ 146 bilhões de faturamento, com direitos de transmissões, cotas de patrocínios e utilização da marca.
E o investimento da China não se restringiu à pomposidade de estádios e ginásios, como os excepcionais: Ninho do Pássaro e o Cubo D água, também foi empregado todo o potencial do país na produção de superatletas. O dinheiro advindo do ótimo momento financeiro atravessado pela terra dos superlativos aliado à obediência, disciplina e paciência, ensinamentos históricos pregados por Confúcio, principal pensador chinês, formaram um verdadeiro esquadrão, capaz de superar a hegemonia olímpica dos Estados Unidos. As metas de alcançar 50 medalhas de ouro e tomar o posto dos EUA de maior potência olímpica foram alcançadas. Com um desempenho irretocável em modalidades especificas, a China garantiu o sucesso de sua participação. Foram inúmeras conquistas no badminton, na ginástica, no levantamento de peso, no tiro esportivo, no tênis de mesa, nos saltos ornamentais, além de medalhas em outras categorias, das quais, até pouco tempo atrás, o país não apresentava a menor tradição, como natação, atletismo e vôlei de praia. Mas, cabe um questionamento: Será que vale à pena investir pesado em uma lista de esportes teoricamente desconhecidos para, puro e simplesmente, ver o nome do país encabeçar um quadro de medalhas e, acima de tudo, aparecer à frente do principal concorrente (e aliado) capitalista? E mais: Esse é o espírito de superação olímpica e de investimento a longo prazo em jovens, que queiram realizar sonhos por meio do esporte, e não apenas se tornarem meras máquinas de medalhas?
Os discursos nacionalistas, de afirmação e de soberania de um povo, e da inserção de um país no mundo contemporâneo deram o tom desses jogos. A China abriu as portas para o planeta e revelou uma nação jovem, com pensamentos que vão contra ao comunismo ainda praticado naquela localidade; se mostrou um seleiro da modernidade, um paraíso high tech, que respeita sua cultura milenar; e desvelou a importância da terra que um dia infringiu todos os direitos humanos na cidade proibida para o prosseguimento tranqüilo do chamado mundo capitalista. Se nem todos os conflitos armados foram paralisados durante a realização dos jogos, Beijing 2008 ao menos buscou ser um hiato perante a situação delicada que a paz mundial enfrenta atualmente.
Heróis Olímpicos

Esses foram os jogos cujo lema foi “Um mundo, um sonho”. Em um verdadeiro teatro da vida real, tivemos a oportunidade de acompanhar um mundo de sonhos, repleto de heróis e de exércitos do bem. Logo em seu inicio, conhecemos um ser humano com superpoderes aquáticos, que fez do Cubo D água seu habitat natural: Michel Phelps. Nessas circunstâncias, é impossível fugir das redundâncias e do óbvio, mas o nadador norte-americano sagrou-se como o maior atleta olímpico de todos os tempos. Foram nada mais nada menos que oito medalhas de ouro conquistadas (100m e 200m borboleta, 200m e 400m medley e revezamentos 4x100m medley e 4x200m livre), batendo, assim, o seu compatriota, Mark Spitz, que, em Munique 1972, conquistou incríveis sete medalhas de ouro. Michel ainda se consagrou como o maior portentor de títulos olímpicos da história, somando as suas oito conquistas em Pequim com as seis de Atenas 2004.
O Ninho do Pássaro foi palco para mais dois atletas que colocaram em xeque os limites dos seres humanos. Dois nomes, dois mitos: Usain Bolt e Yelena Isinbayeva. O primeiro se mostrou ao mundo como o homem mais veloz já existente. Nos 100m, nos 200m e no revezamento 4×100, Usain quebrou recordes, faturou ouros e, o mais incrível, fez tudo isso com uma naturalidade espantosa. O segundo nome é de uma deusa do ar, se assim podemos defini-la. Quando ela iniciava seu espetáculo com a vara, os jogos paravam. Com um carisma incomum aos grandes vencedores, Isinbayeva, além de faturar o ouro no salto com vara, nos presenteou com a 24º tentativa de superação do recorde mundial. Dependia apenas dela para que a barreira dos 5m05cm fosse vencida. Ela não decepcionou, com a participação dos mais de 90 mil chineses presentes no estádio, ela o fez. Yelena voou.
Entre os exércitos que causaram calafrios nos adversários, tivemos os incríveis dream teams norte-americanos do basquete feminino e masculino; as quase perfeitas meninas do Brasil no vôlei feminino, conquistando o titulo perdendo apenas um set; as perfeitas Walsh e May, campeãs inquestionáveis nas areias chinesas, sem dar nenhuma chance às oponentes; as impecáveis ginastas Nastia Liukin e Shawn Johnson; o sangue quente de Rafael Nadal; o intocável ginasta Yang Wei; o deslumbrante time de velocistas britânicos no ciclismo; os hermanos argentinos do futebol; e tantos outros que fizeram as bandeiras de suas respectivas nações tremularem nos pontos mais altos de Pequim.
Participação Brasileira
Para definir a desempenho brasileiro nessas Olimpíadas, não é necessário gastar muito o vocabulário, diria apenas que foi frustrante. Segundo minhas contas, com o quadro de medalhas consolidado, se o Brasil tivesse feito, pelo menos, o mínimo que se esperava dele, teria terminado os jogos na nona posição, contabilizando nove medalhas de ouro (somada as três que a delegação conquistou, mais as de João de Derly e Tiago Camilo no judô, as das duas seleções de futebol, as de Marcio e Fabio Luiz no vôlei de praia e a de Diego Hypolito).
A saga brasileira

Alegrias e surpresas – Falar dos três ouros do Brasil é chover no molhado, mas, não custa nada exaltar o sensacional Cesar Cielo, a fantástica Maurren Maggi e as espetaculares meninas do vôlei de quadra. Confesso que fiquei surpreso com as vitórias de Maggin e Cielo, pois os apontava como aspirantes a medalhas secundárias. No caso de Maurren, a surpresa foi ainda maior, porque ela pleiteava o bronze, já que em sua categoria estavam duas favoritíssimas ao titulo – a portuguesa campeã mundial Neide Gomes e a russa Lebedeva, que possui uma das melhores marcas da história no salto em distância. As meninas do vôlei já vinham embaladas pela conquista do Grand Prix deste ano de forma convincente, e a conquista em solo chinês nada mais foi que a afirmação e o coroamento da melhor fase do voleibol feminino brasileiro. Foi empolgante acompanhar Sheila, Fabiana, Fabi, Paula Pequeno, Thaisa, Jaqueline, Fofão, Carol Albuquerque, Sassá, Valewsca, Valesquinha, e, sobretudo, Mari brilharem e demonstrarem toda a superioridade da seleção com relação aos adversários.
Katleyn Quadros, no judô, e Fernanda Oliveira e Isabel Swan, na vela, nos reservaram gratas surpresas com os seus bronzes. Embora Natalia Falavigna tenha, também, feito história ao ganhar a primeira medalha brasileira no Taekwondo, ela reunia condições para conquistar o ouro, algo que foi verificado nas semifinais, quando foi eliminada por uma norueguesa por decisão dos juízes. Não chega a ser uma decepção, mas ficou com a sensação de que poderia ter sido melhor. As meninas do revezamento 4×100 do atletismo surpreendentemente conseguiram ficar em quarto lugar, a três centésimos da medalha de bronze, portanto, palmas para elas, que enfrentam as mais diversas dificuldades.
Dois casos específicos podem causar certa polêmica. Não considero frustrantes as pratas de Robert Scheidt e Bruno Prada, na vela, e da seleção masculina de vôlei de quadra. Muitos davam como certa a medalha dourada nesses dois casos, mas eu tinha minhas dúvidas. Scheidt e Prada estão juntos há apenas dois anos, e iriam enfrentar equipes com anos de entrosamento. A prata foi um resultado surpreendente, para mim. Melhores do mundo por quase dois ciclos olímpicos, os pupilos de Bernardinho, nessas olimpíadas, deixaram esse posto. E esse quadro começou a ser desenhado na Liga Mundial deste ano, quando o Brasil, em casa, terminou a competição em quarto lugar. Em minha opinião, o grupo de Giba e cia, hoje, é o terceiro melhor do mundo, atrás de Estados Unidos e Rússia. Chegar à final olímpica foi um grande feito, claro que beneficiado por um cruzamento mais fácil nas fases eliminatórias. A prata não foi decepcionante, pois, contra os norte-americanos, a superioridade deles ficou clara, apresentando os melhores jogadores em quase todas as funções. Reinício – É provável que Bernardinho saía do comando da seleção e alguns jogadores se aposentem. Cabe ao próximo técnico e aos jogadores que vestirão a premiadíssima camisa brasileira aperfeiçoarem um fundamento essencial para a obtenção de sucesso no vôlei moderno: o saque. Rússia e, principalmente, os EUA estão um degrau acima do Brasil nesse quesito, mas, temos perfeitas condições de alcançá-los e, quem sabe, superá-los.
Promessas: As duas seleções brasileiras de handebol não conseguiram passar à segunda fase das Olimpíadas, no entanto, apresentaram boas atuações contra adversários duríssimos, entre os quais estavam campeões mundiais e olímpicos, e, além de endureceram os jogos, conseguiram vencer algumas difíceis partidas. Caso não estivessem inseridas em grupos tão complicados, a participação brasileira teria sido mais marcante. O que fica é a promessa e a certeza de evolução do esporte mais praticado nas escolas brasileiras para os eventos vindouros. No judô, no Taekwondo, no boxe e na ginástica artística, embora tenham apresentado bons resultados, fica a esperança de melhores performances.
Decepções e frustrações

Não foram poucas as sensações de que poderíamos ter ido mais longe nos jogos de Pequim. Para facilitar a leitura e o entendimento, vamos enumerar as frustrações colecionadas em território asiático:
Diego Hypolito: Uma das maiores decepções de todos os jogos. Favorito absoluto no solo da ginástica artística, classificado com a melhor nota para a final olímpica, bicampeão mundial e, aparentemente, preparado psicologicamente. Tudo isso o credenciava ao ouro. Quase o conseguiu. Na grande final, Diego desempenhava uma prova perfeita, com movimentos de grandes dificuldades executados com precisão, entretanto, no último e mais simples exercício, veio a queda e o desmoronamento de um sonho. Resultado: sexta posição. E o que falar de Daiane e Jade…
Seleção brasileira de futebol feminino: Outra grande tristeza para o país. Marta e cia, mais uma vez, demonstraram que são as melhores do mundo, mas não conseguiram refletir essa superioridade em título. Pararam diante da retrancada e bem preparada fisicamente seleção americana na final. Como praticamente não abandonaram o ataque ao longo dos 90 minutos – perdendo milhares de chances de gols –, ao chegarem à prorrogação, as meninas estavam exauridas e as americanas tiraram proveito da situação, matando o jogo. Resultado decepcionante. E dessa vez as atletas não podem se queixar da falta de apoio, já que a CBF, nos últimos dois anos, ofereceu todo o suporte necessário para se preparar um time, com ótima infra-estrutura para treinamentos, hotéis para concentração e amistosos com grandes plantéis. Claro que o país ainda padece de clubes que invistam em times e em campeonatos locais mais competitivos. Porém, ao que parece, o fator determinante para a não conquista da medalha mais ansiada por todos foi o psicológico.
Tiago Camilo e João Derly: Eu não tinha dúvidas, já computava como certas as medalhas douradas dos dois judocas. Todos estavam motivados por serem atuais campeões mundiais em suas respectivas categorias e atravessarem excelentes momentos. Mas, não foi o verificado. Vergonhosamente, Derly foi eliminado nas quartas de final por um medonho desconhecido português e nem sequer disputou o bronze. Camilo, eleito o melhor judoca do mundo em 2007, foi um pouco mais longe e conquistou o bronze, mas, longe de seu desempenho no último campeonato mundial, onde conquistou o título com sete ippons em sete lutas. Não esqueçamos, também, de Luciano Corrêa, que também é o atual campeão mundial de sua categoria, no entanto, não conseguiu subir em nenhum dos degraus do pódio.
Seleção brasileira de futebol masculino: Com um elenco digno de seleção principal, Dunga e seus comandados conquistaram apenas o bronze. Já que amarelaram diante da aguerrida Argentina, que possuía um time de nível técnico semelhante ao brasileiro. No decorrer do campeonato olímpico, o Brasil apresentou boas atuações, mas, justamente contra os nossos arqui-rivais, o time se mostrou absolutamente apático e covarde, optando por uma postura altamente defensiva, o que vai contra a toda a gloriosa história do futebol brasileiro. O resultado dessa equação todos já sabem.
Vôlei de praia: No feminino é até compreensível não subir ao posto mais alto do pódio, já que a modalidade conta com as imbatíveis Walsh e May. Ana Paula e Larrissa tentaram engrossar o jogo contras as norte-americanas, mas, pelos motivos que todos sabem – a contusão da Juliana e a chegada em última hora da Ana –, as meninas não foram capazes de parar a melhor dupla do mundo nas quartas de final. Nas semi, Renata e Talita, bem mais entrosadas que as compatriotas, respeitaram demasiadamente as americanas e foram sumariamente eliminadas. Posteriormente, perderam a disputa de bronze para uma dupla chinesa. No masculino, era onde eu computava, sem pestanejar os olhos, uma medalha de ouro. Os até então campeões olímpicos, Ricardo e Emanuel, foram surpreendidos nas semi, pela outra dupla brasileira formada por Marcio e Fabio Luiz. Na final, os meninos enfrentariam Rogers e Dollhouser, dupla da qual Marcio e Fabio possuem retrospecto bastante favorável. Infelizmente, em um tie-break vergonhoso, os americanos fizeram 15 a 4 nos brasileiros e sagraram-se vitoriosos. Para completar o pódio, Ricardo e Emanuel faturaram o bronze, mas, mesmo assim, bem aquém do que esperávamos da modalidade.
Mais decepções: Para encerrar o quadro de frustrações, temos aqui alguns clássicos exemplos: entre as melhores do mundo na maratona aquática, Ana Marcela e Poliana Okimoto amargaram as quinta e sétima posições, respectivamente; a exemplo de Atenas 2004, quando perdeu uma medalha praticamente ganha, Bimba, campeão mundial da classe RS:X em 2007, decepcionou e deixou de participar da regata da medalha por apenas um ponto; o Hipismo obteve sua pior participação desde as Olimpíadas de Barcelona, não conquistando nenhuma medalha, nem mesmo o até então campeão olímpico Rodrigo Pessoa conseguiu algum bom resultado; a atuação das brasileiras no basquete feminino foi digna de vaias, perdeu para adversários inexpressivos, como Coréia do Sul e Letônia, e nem sequer se classificou para a segunda fase dos jogos; se esperava muito de Jadel Gregório, entretanto, sua participação foi a mais discreta possível no salto triplo, conquistando apenas a sexta posição; por mais que tivesse Phelps como concorrente em todas as provas, a participação de Thiago Pereira foi decepcionante, tudo bem que muita gente se iludiu com a quantidade de ouros que Pereira conquistou no Pan 2007, e a imagem do nadador ficou maculada, mas a diferença de nível técnico entre uma competição e outra é dantesca, contudo, dava para beliscar ao menos um bronze.
Fabiana Murer: Falha da organização; lamentável; a atleta foi absolutamente prejudicada. Tinha chances de medalhas, mas, em vez de se focar somente na disputa, foi obrigada, abruptamente, a desviar sua atenção pelo motivo mais banal e torpe possível. Enfim, uma vergonha.
Os resultados de Pequim-2008 não refletem o que o Brasil poderia, de fato, apresentar nesses jogos e não representam nem de longe o potencial inexplorado que o país possui, que poderia alçá-lo ao posto de potência olímpica. Temos conhecimento de bons exemplos de investimentos que tiveram retorno, como a sensacional estrutura montada para o vôlei, que abrange todas as categorias e prestigia os clubes dos campeonatos locais. O judô conta com estrutura invejável, digna de países de primeiro mundo. Por trás das conquistas e resultados históricos da ginástica brasileira, estão investimentos sérios no suporte físico e técnico oferecido aos atletas. Porém, são ações isoladas. Para se aproximar do brilhantismo de delegações, como a americana, em eventos internacionais, é necessário investir nas escolas brasileiras. O sucesso no esporte passa pela valorização da educação física e a consciência de que atividades esportivas são excelentes instrumentos de inclusão social. Não podemos formar grandes atletas se não temos a base para que eles nasçam. Estatísticas comprovam que para se chegar a um atleta olímpico, são necessários investimentos em pelo menos 100 pessoas. Aliar educação ao esporte é o começo de um caminho que busca trilhar o caminho das conquistas esportivas mundiais. Não basta oferecer grandes praças esportivas e sediar eventos de renome internacional, para se alcançar excelência nesse campo é preciso projetos e planejamentos a longo prazo, que permeiem todos os ramos sociais, além de oferecer dignidade e alegria aos que participam do processo de formação de atletas para o mundo.
Londres 2012

Encerrado os maiores jogos olímpicos da era moderna, é hora de pensar nos próximos: Londres 2012. As olimpíadas voltam para o velho continente – a última vez foi em 2004, em Atenas. Agora, fica a dúvida se os britânicos conseguirão superar a maestria e o gigantismo dos jogos que acabam de findar. Se a China manterá o posto de número um entre as potencias olímpicas. A certeza de que o Brasil terá melhores resultados na terra dos Beatles. E a esperança de que tenhamos mais uma chance de acompanhar os únicos instantes capazes reunir todas as religiões, classes, etnias e economias em um mesmo universo, compartilhando objetivos de superação e realização de sonhos em comum. O maior espetáculo com prensagens da vida real já visto fecha as cortinas, mas outro já aguarda nas coxias do teatro dos esportes para encantar o mundo mais uma vez.
Diego Gomes
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~ por Dom em agosto 25, 2008.
Publicado em Esporte
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[...] Dom [pt] balances the good moments against the pitfalls of Brazilian participation and concludes that there is more than hosting the Olympic games to being champions: Para se aproximar do brilhantismo de delegações, como a americana, em eventos internacionais, é necessário investir nas escolas brasileiras. O sucesso no esporte passa pela valorização da educação física e a consciência de que atividades esportivas são excelentes instrumentos de inclusão social. Não podemos formar grandes atletas se não temos a base para que eles nasçam. [...]
Global Voices Online » Brazil: An Olympic balance disse isso em agosto 25, 2008 às 4:39 pm |
brasil nao conseguiu 1° lugar + pelo menos tentou
mas mesmo assim a vitoria é nossa
so de o brasil ter participado ja é uma honra
rsrs
E é assim, com um amargoso, porém invejado 23º lugar, que o Brasil – Vide: Samba, feijoada, Bossa Nova e Carnaval, Caipirinha, Mulatas e por que não dizer bundas (eu coloquei Brasil no Google e apareceu a foto de uma mulher de biquini em uma praia) e também conhecido anteriormente como pais do futebol – termina mais um episódio da gloriosa saga do povo brasileiro. No final se somaram apenas 15 redondas, mas podia ser pior, podiam ser apenas seis, como o nosso vizinho, o do numero 34. A gente pode perder até pro Vaticano, a seleção dos homens de saia, mas para o vizinho não, nos temos que mostrar quem que manda no prédio. Ponto pra gente! – gentalha, gentalha, Uhh!!!
15 medalhas é pouco? Sim, é pouco. Um cara como o Michael Phelps, um mutante fugido daquele épico-trash da “Recópia” – Phelps é um mutante não por causa de seus poderes, mas por ser um sujeito invariavelmente e anormalmente feio – conseguiu 8 redondas douradas, e sozinho. Por esse aspecto, 15 e tão pouquinho que chega a dar dó. Mas podia ser pior? Sim poderíamos ser a Argentina. A matemática atesta: 15 é maior que 6. Ponto pra gente, 2×0!
Tivemos medalhas na Natação (Cesar Cielo, o primeiro a garantir a sua), Salto em Distancia ( Maureen Maggi, é assim que escreve? enfim, a volta por cima), Vôlei Feminino (A primeira conquista da meninas), Vôlei Masculino (Prata não é a desejada, mas sempre é bem vinda), Taekwondo, Futebol Feminino (Contra todas as adversidades, as gurias deram um show) e no Futebol “das meninas” (bronze. Aceito, a contragosto, mas aceito. Tudo por culpa de Dunga – O dublê de treinador e as onze Brancas de neve – elenco milionário produtor montes e montes de matéria fecal ao melhor estilo Pareira e o seu “Formando Equipes Campeãs”, que por acaso dizem ser um plágio – e o seu futebol de anão) Ponto pra gente, apesar do Futebol, 3×0!
Os “hermanos” obtiveram as suas – Segundo fontes seguras, com a ajuda da “água argentina”, é claro. Aquela famigerada solução que faz as seleções desavisadas ficarem capengas (talvez tenha sido esse o caso da nossa seleção de anões) e os juizes validarem gols de mão – no Basquete Masculino, Vela, Ciclismo, Judô e no Futebol Masculino. A vitória no futebol, por si só, já seria o suficiente justa para que os Argentinos adquirissem seu primeiro ponto, no entanto a “água Argentina”, apesar de não ser reconhecida como Dopping – por enquanto! Tem, de fato, efeito debilitante. O COI pode não reconhecer, mas nós já sabemos – nós fomos vitimas, e mais de uma vez! – e é isso o que importa, portanto é 3x-1.
Novamente sobre o futebol. Pesquisas recentes apontam que, o futebol é o esporte onde há o maior número homens solteiros, completamente convictos de sua masculinidade, na faixa etária dos 15 aos 89 anos na Argentina. Segundo especialistas do Boston Medical Group, que ironicamente não é sediado em Boston, isso se deve ao fato de que cada homem tem o seu. O futebol Argentino procura por bons homens, e eles, os argentinos, também. E por todo esse amor pela “pelota” e seus “agregados”, que julgo justo conceder a eles um ponto, 3×0!
É um fato, poderíamos ter nos saído muito melhor. A china ficou com apenas 100 medalhas, O Tio Sam com a mixaria de 110. Toda essa “miséria” faz as nossas 15 parecerem prêmios de consolação. Mas nos sabemos que não é disso que trata. Foram os Argentinos que trouxeram medalhas “made in china” para dar para os familiares. Mas também poderíamos ter nos saído muito pior, já pensou ficar atrás de um país como a Mongólia, ainda mais de um país com um nome desses?
O Brasil mandou um homem para o espaço – Ele foi de carona no porta-malas com os Ianques, mas foi – E apenas o bastou para Plutão se recolhesse a insignificância de sua forma de planetóide. Sim, o Brasil! O pais que queria mandar um satélite para o espaço, mas o mesmo explodiu e levou toda o centro de pesquisa junto. O único povo que teria a cara de pau de querer promover as olimpíadas de 2016 no Rio, na mesma semana em que três chineses e um vietnamita foram seqüestrados justamente lá. Havemos de convir: o Brasil é cômico, sim, mas podia ser pior, podíamos não ter feito, ou quase feito, nada disso e ter ficado com inveja, assim como eles. Por que o Brasil tem um povo feliz? Porque o Brasil é uma piada e o povo não se cansa de rir de si mesmo, como por exemplo, quando a atleta ficou sem a sua vara de “Salto com Vara”, é tipo de coisa que só acontece com a gente! Mas por que nos conformamos? Porque podia ser pior, já pensou se fossemos Argentina… A gente pode até chegar ao fundo do poço algum dia, mas estaremos felizes, pois mesmo lá, os olharemos de cima! Por que não desistimos? Por que somos brasileiros e não desistimos nunca! é 4×0 e não se fala mais nisso!
por que e tao grande o texto por que nao deixa so arelacao
Meu caro Marlon Brando, aprecio sua análise e os parâmetros que arriscou traçar. No entanto, como em minhas veias corre o que há de mais competitivo na raça humana, considero um tanto provinciano nos prendermos a esse discurso de rivalidade para justificar políticas e ações infundadas, como a pífia atuação do Brasil nas Olimpíadas. E mais: restrinjo a rixa entre brasileiros e argentinos somente ao campo futebolístico, já que se tratam das duas principais escolas do ramo. Nos demais cenários, não vislumbro motivos convincentes para avivar acaloradas discussões e comparações com nossos hermanos. Nos outros esportes, a terra da família Perón é uma verdadeira negação. Por mais que o Brasil olímpico seja medíocre, mas, ainda consegue ser superior a eles, a única alternativa de acender alguma chama de rivalidade em outras categorias, seria um projeto que buscasse revitalizar o basquete e o hóquei na grama dos tupiniquins, para, assim, fazer frente às únicas modalidades (fora o futebol), que os nossos vizinhos têm algum prestígio. No cenário político, a Buenos Aires, após crises e mais crises, recessões e greves, deixou de ser a Paris latino-americana e, conseqüentemente, a tão conhecida – no exterior – capital brasileira. Atualmente, a região, que o francês Carlos Gardel escolheu para dar seus primeiros passos de tango, é um mero fornecedor de trigo ao governo das lulas, dos moluscos, das águas vivas. O grande parceiro (e rival) comercial da terra do samba, hoje, é o paraíso das Tequilas e dos sombreiros.
Tio Sam e a terra da discreta muralha conquistaram algumas ninharias nesses jogos, sim, o Brasil conquistou valorosas 15 “redondas” (segundo certo poeta), oh yeah! A Argentina foi à Pequim, praticamente, a passeio, uhuuul. Mas, o prisma pelo qual analiso a situação não é bem assim, não podemos nos nivelar por baixo, quero que o Brasil atinja os patamares de desempenho norte-americanos e chineses; e, trocando em miúdos, quero que esse povo soberbo, que, mesmo passando fome, acreditam ser melhores do que qualquer ser que habita este planeta, se FODAM.
Crianças, perdoem-me a dispersividade. Eu estava a reler os comentários anteriores, quando esbarei na seguite afirmação: “mas mesmo assim a vitoria é nossa. Só de o brasil ter participado, já é uma honra”. Não me levem a mal, mas essa de “o que vale é competir” é uma desculpa de quem não sabe vencer. Essa é, possivelmente, uma das frases mais sem lógica já proferidas! Aposto que uma invenção de Hollywood! É claro que o que importa é vencer. Se não importasse, então por que competir? Então por que buscar a resposta para quem é o melhor, se não importar quem é no fim de tudo, e sim os meios pelos quais se chegaram a resposta? Isso é o tipo de coisa que só cola na Filosofia. A competição, eu admito, é uma coisa boa, divertida, construtiva e todos outros aqueles adjetivos que estamos carecas de conhecer. Mas também admitemos, não é nem um pouquinho legal perder. Competir é bom para quem vence: É só um reafirmação de superioridade! Para quem perde, sobra apenas a velha desculpa, mas quem já competiu sabe: “O que vale é competir” não consola ninguém!
O BRASIL FOI DE MAS “O QUE VALE É COMPETIR ”
BRASILLLLLLLLLLLLLL
o brasil ainda e o pais do futebol mesmo perdendo
nos temos que lutar e acreditar no nosso pais a nossa patria amada
o brasil foi bem ? nao mais ainda amo esse pais e nao trocaria nenhum dos nossos atleta brasileiros por ingles cheneses nem russos
qual e o time? brasil
qual e o time? brasil
nao ouvi
qual é o time
brasilllllllll~~~~~~~~~~
é por isso ki amo o meu pais
essa olimpiadas foi muito lega foi 10 foi demais eu adorei os jogos de olimpiadas flw mano!!!!!!!!!!!
queria que os textos fossem menores é mais informativo com o quadro de medalhas etc
michal phelps!!!!!uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!11
achei muito interessante
felphis você é muito loco
helena zwimazega
eu amei !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
kistom se é loco
você é muito bobo
eu queria os nomes de todas as ginastas
esse site é o melhor das olimpiadas amei tudo e até fiz meu dever de casa com ele!
Eu quero mandar um abração para o Kaká pro Ronaldinho e para a Daiane dos Santos!!!!!!!!
Beijão xauu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
bobba
quero todos os nomes dos esportistas!!!!
me passem??????????????????????????????????????????????????
I love you Kaká!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
byby!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
xaaaaaaaaauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
eu deixei de viver o tempo real e assisti as olimpíadas quase na íntegra, e não adianta eu amo o meu país, mais quando os atletas começaram a cair na ginástica foi se instalando um sentimento de que algo-muita- não iria bem, eu torcia mais pela Daiane, ela podia ter acertado e levado um bronze, isso daria muito ânimo em todos os esportes, SUPERAÇÃO, mais não aconteceu, não esperava muito da Jade ela não arrisca e muito medrosa, não dá prá contar com ela,salto um salto “fácil” e ainda errou, o Diego, acontece aconteceu com muitos que eram favoritos, e depois os outros esportes, volei de praia, o futebol feminino, dessa vez não deu pra ficar feliz, feliz mesmo eu fikei com a Mari, que mandou os comentaristas babacas calarem a boca, valeu Mari.
Ce ganhamos ou perdemos isso naum importa o importante e que grandes momentos nos brasileiros vivemos.
eu ameeeeeeeeeiiiiiii!!!!!!!
Adorei este site eu usei ele para fazer uma pesquisa !
[...] Retirado de: http://impressoesdom.wordpress.com/2008/08/25/balanco-final-das-olimpiadas-de-pequim-2008/ [...]
Balanço final das Olimpíadas de Pequim 2008 « Notícias da Hora disse isso em setembro 3, 2008 às 4:21 am |
O Brasil nessa olimpíadas ele não deu o melhor de si mesmo se tivesse dado o seu melhor tinha ganhado mais medalhas e chegaria entre os cincos melhores colocados.
A participação do Brasil nas olimpíadas não foi tão ruim assim
a vida não é só feita de vitórias
temos que pensar em derrotas também
mas o Brasil está de parabéns pela participação
vamos lá BRASIL Londres vem aí
tenho que certeza que vamos arrasar!
O Brasil jamais vai fik em 1º lugar em uma Olímpiada…
Mas, kem sabe um dia, pode até tentar…
pq escreveram o bobba pensei que era palavrao por isso escrevi palavrao mal ae gente
no jogo habbo quando escreve palavrao aparece bobba
eu queria saber de 5 atletas brasileiros q fizeram sucesso nas oliompiads de pequim 2008
Minha cara Natalia,
Antes de qualquer coisa, quero agradecê-la por visitar meu parco e singelo blog. Quanto ao seu questionamento, se fosse elencar os cinco atletas brasileiros que mais se destacaram em Pequim, assinalaria os seguintes:
Cesar Cielo (natação)
Maurren Higa Maggi (salto em distancia)
Mari (da seleção brasileira feminina de vôlei)
Natália Falavigna (Taekwondo)
Robert Scheidt (vela)
Abraços!