O fim de uma era e uma burrice colossal
Luis Carlos Quartarolo, jornalista da Radio Jovem Pan AM, de São Paulo, utiliza um termo bastante popular para definir jogadores que comentem certas patacoadas: Buuuuuuurrrrrrrrro. Em minha cabeça, neste momento, não vem outra palavra para expressar a sensação diante da transferência de Valdivia para o Al Ain, um time movido por “petrodólares” dos Emirados Árabes. Adoraria chamá-lo assim em sua presença, a plenos pulmões, em alto em bom tom. Não é possível que um jogador possa ter um pensamento tão pequeno a ponto de não vislumbrar um futuro mais promissor longe dos desertos de areia e dinheiro das arábias. E um clube não pode ser tão amador e se livrar, com tanta facilidade, de seu principal astro.
Com essa transferência, o Valdivia perdeu, e, também, o Palmeiras. Entretanto, arrisco a dizer que o Mago tenha sido o mais prejudicado nesse processo. Elenco os motivos:
1 – O Palmeiras é um clube de expressão e visibilidade mundial, o que gera muito mais publicidade e reconhecimento a ele.
2 – O jogador estava prestes a maturar e estourar de vez como um dos principais ícones da história do verdão.
3 – O Palestra atravessa, em tese, um momento positivo: atual campeão paulista e pleiteando o título do Brasileirão.
4 – Com essa campanha, o Periquito da Barra Funda tem tudo para disputar, no próximo a ano, a Libertadores da América – principal campeonato do continente –, onde, na oportunidade, poderia vir a consagração eterna do maior ídolo dessa nova década para os torcedores palestrinos.
5 – Caso o Valdivia fosse negociado com, pelo menos, o título do Brasileiro ou da Libertadores no currículo, seu passe estaria supervalorizado; infinitamente superior aos 8 milhões de euros da negociação.
6 – O jogador terá que atuar em um centro futebolístico irrisório, praticamente inexistente e, com certeza, amargará um certo ostracismo, diferentemente do afã vivenciado diariamente na Academia de Futebol.
Reafirmo – O Valdivia foi o menos beneficiado com essa transação. Claro que o Palmeiras sofrerá com a perda de seu ídolo-mor dos últimos anos, mas, com Luxemburgo no banco, acredito, que seja um problema contornável. Além de 80% do valor final do acordo, o Palmeiras dispõe de jogadores que, se não suprem completamente a ausência do mago, ao menos não deixam a desejar no desempenho de suas atribuições: o Kléber (quando disciplinado e quando não perseguido pela arbitragem) pode se tornar o principal jogador do segundo semestre para o time; o Denílson é uma ótima peça estratégica para o elenco; mais cedo ou mais tarde o Diego Souza terá que fazer jus ao investimento realizado pela Traffic; os demais, Sandro Silva, Martinez, Leo Lima e cia, embora não ofereçam a qualidade do mago, apresentam potencial para tornar o meio de campo palmeirense mais aguerrido e um pouco menos técnico.
Confesso, portanto, minha frustração com essa notícia, porém, infelizmente, o futebol, como uma indústria capitalista que é, está infestado de mercenários. Não sei se esse é o caso do chileno, que demonstrou uma sincera gratidão ao time que o revelou para o mundo – ilustrada, inclusive, em uma carta direcionada aos torcedores. No entanto, por mais inevitável que fosse a sua saída, ao menos que ela se concretizasse com a ida para um grande clube da Inglaterra, da Espanha ou da Itália, e não um tal de Al num sei das quantas. Enfim, novamente: Buuuuuuuuuuurrrrrrrrrro, Valdivia, seu empresário e os dirigentes alviverdes.
Diego Gomes














Acho que nessas últimas partidas já deu para ir sentindo a falta do Mago. Querendo ou não vai deixar um espaço aberto. Bom será se Luxemburgo recompor o mais rápido possível.
Com todos altos e baixos, ela era um grande nome pra deixar o Verdão tão competitivo a nível de pontuação do líder Grêmio, agora é competitivo com São Paulo Vitória e Coritiba. E com o Botafogo em ascenção é bom ficar a tento a vaga na Libertadores.
VALDÍVIA BURRRROOOO