Mais um espaço

Eu diria:

Este é mais um espaço no mundo cibernético. Um lugar onde escreverei coisas tolas e meia dúzia de gatos pingados irá corresponder de alguma forma, por meio de seus mais diversos feedbacks. Uma página onde o blogueiro nada mais é que uma personalidade conturbada que busca reflexo e reconhecimento em um pseudo-intelectualismo.

Mas, digo:

Este é um espaço para uma mente hiperbólica dar asas a seus seres inanimados e materializar amigos invisíveis que há muito convivem em harmonia num verdadeiro picadeiro de idéias.

Um espaço para as mais fabulosas e épicas digressões, que nem sempre resultam em bons traquejos, ao contrario, geralmente promovem cenas dantescas de uma vida real com lampejos de fantasia.

Um espaço para, juntos, encontrarmos uma caverna em meio ao caos e, lá, buscarmos soluções alternativas para aquilo que nos aflige, e, também, rompermos com a inexpugnável barreira da rotina.

Um espaço para relatarmos fatos dessa vida terrificante que não se cansa de nos surpreender.

Um espaço para um “Último Romântico” – de uma geração perdida – dar voz à sua pieguice enrustida.

Um espaço para um sicrano – com um exacerbado espírito de competição – eternizar sua doentia paixão por esportes, sejam eles das mais diversas categorias.

Um espaço para um orgulhoso palmeirense destilar todo o seu amor pelo Palestra e infringir todas as regras de parcialidade existentes, quando o assunto em questão for o alviverde nove vezes campeão brasileiro.

Um espaço para uma criança rememorar áureos tempos. Tempos em que as preocupações e aporrinhações precípuas eram: como o Jaspion conseguirá destruir Satan Goss; qual será o jogo da vez na casa do melhor amigo; como driblar as exigências dos pais para tomar banho e se alimentar de forma saudável; como ser o primeiro na fila que antecede as aulas da entusiasmante primeira série; será que amanhã finalmente encontrarei a figurinha que completará meu álbum – do campeonato brasileiro (qual fanático por álbuns nunca faturou o famigerado jogo de botão?), dos cavaleiros dos Zodíacos, do Pokémon, do Digimon; quando chegará às bancas a nova edição do Almanacão de férias da turma da Mônica; e qual será o nome do meu time, que disputará o campeonato no campo de terra da rua de baixo.

E, enfim, um espaço para um aspirante à jornalista transformar em uma potente ferramenta, que, finalmente, poderá ajudá-lo a executar uma antiga ambição: a de abraçar o mundo e toda a sua infindável diversidade.

Se o desejo de se tornar um exemplar profissional da comunicação é praticamente uma realidade, o de salvar o mundo também será.

Diego Gomes

 

~ por Dom em Agosto 4, 2008.

5 Respostas to “Mais um espaço”

  1. Má nuncaaaa
    eu fuçando aki na net vim parar neese blog, muito medooooooooooo

    Bem vindo a esse mundo cibernético, que os seus alvos quanto um blogueiro possam ser atingidos em cheio
    Boa Noite

  2. Se queria um espaço para falar do ecleticismo que se faz presente em sua pesssoua, vc conseguiu. More one space: EXACTLY! (a propósito, o que o símbolo da VOLKSVAGEN da fazendo ali em cima, tão de patrocinando, já?!)
    Sinceramente, eu preferia um devaneio no mundo erótico, com contos cheios de sedução, bom humor e conteúdo. Mas sei que isso não faltará aqui. Quero ler ousadia, o Dom palhaço, dançando com as letras do teclado. Entreta, se perca, comova, informe e divirta nesse picadeiro virtual. Espero sua peculiaridade. Suas divagações espontâneas. (Façanha que só autistas conseguem cumprir)
    Diria que este é um espaço de um complexo garoto-menino-muleke limitado a falar de estratégias de Batman, Jaspion, Pokémons e cia. Que insiste em ser incrédulo, quando seu coração é apaixonado pela vida. Sem saber o que quer e ao mesmo tempo sempre alcançando seus mais loucos anseios.
    Mas digo que é um espaço de um cara. Um ser maduro escondido na face de um menino. Alguém que vai saber canalizar seus poderes mágico-infantis além do nosso entendimento e conseguir conciliar isso com o adulto que se tornou. Só mais um Beltrano, mas com características originais e além dos padrões, assim como manda a etiqueta dos felizes loucos que pretendemos ser. Alguém que brinca com a vida sem medo dela se vingar, não tem o mundo nas mãos, mas não tem receio de estar nele. Que mundo? Isso nem importa… é um avulso. Um perdido que sabe se achar como ninguém. Um super herói fechado em seu universo íntimo.
    Fale da antagônica vida, dos créus, elbas, fedaputas, fadas, gnomos, Balbs, chebezas, emos, devassidões, centauros, curingas, bichas brutas, sucessos, tristezas e paixões.
    Dos suspiros e papos das madrugadas, dos mundos das pessoas. Falemos da sociedade, das nossas curiosidades.
    Eu diria um espaço para um aspirante… apenas um aspirante de tudo, que absorve informações tão banais quanto densas. Que me acorda com telefonemas pela madrugada para falar do sol, do céu e de todas as pautas possíveis e inimagináveis. Nosso repertório jamais se esgota.
    Um ‘muleke’ disse: jornalismo está no sangue, é desnecessário pra quem tem o dom.
    Você nasceu com o tal do Dom até no nome.
    Não somos só fulaninhos por aí, cada Sicrano é único. Façamos a diferença, não viemos por nada, a história precisa de nós.
    Mergulhe nos profundos lagos inatingíveis com seus personagens de gibis particulares…
    Abrace o mundo e dê-lhe um cheirinho no cangote!
    .
    da célebre companheira: Jepeta da Quebrada retornando às paradas de sucesso da Bilboard.

  3. Comentário-Zão gente!!! a Gata Pingada não pinga, encharca! ai preciso de um enxak…

    beijos Jepetonianos

  4. Sempre, sempre um ícone, um destaque

    A alfabeto da língua portuguesa deveria ter mais fonemas e grafemas, para elogiar o dono desse blog

    -Sua idiossincrática idoneidade é vísivel
    -Sua pureza e contagiante
    -Sua vontade de potência é incomparável

    Amigo, tu és um vencedor !

    Sempre, sempre um ícone, um destaque

  5. Oi

    Eu já sabia q vc escreve super-bem,ma minha visitinha a esse espaço tão seu me confirmou o q eu tb saquei desde cedo na senzala: vc é um excelente domador de palavras,condenado a fazer sucesso na profissão.

    Bjs

    Tia Lícia (Seu primeiro trauma jornalístico)

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